MINA D’ÁGUA
Ela está lá no seu canto
abandonada.
Não a visito há um bom tempo.
Não procuro beber de sua água
tão fresquinha.
Fico nesta dor só minha.
Mina d’água, eu sei que vive a
me esperar.
Sabe que uma hora vou acordar.
Também está cansada de saber
que me isolo quando estou a sofrer.
Mina que faz parte do meu
santuário.
Você é meu relicário.
Uma hora vou me ajoelhar à sua
frente... sem rosário.
sonia delsin

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