segunda-feira, 29 de abril de 2013



MINA D’ÁGUA

Ela está lá no seu canto abandonada.
Não a visito há um bom tempo.
Não procuro beber de sua água tão fresquinha.
Fico nesta dor só minha.
Mina d’água, eu sei que vive a me esperar.
Sabe que uma hora vou acordar.
Também está cansada de saber que me isolo quando estou a sofrer.

Mina que faz parte do meu santuário.
Você é meu relicário.
Uma hora vou me ajoelhar à sua frente... sem rosário.

sonia delsin 

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