segunda-feira, 29 de abril de 2013



VINHO

Uma taça.
Olho a bebida. A bela cor. Absorvo o cheirinho bom da uva.
Boa safra.
Examinei bem a garrafa.
Depois... lentamente vou tomando-a enquanto recordo momentos bons...

O vinho me  entontece um pouco e rio.
Rio do tempo bom, do tempo ruim.
E rio de mim.
O vinho sempre teve o dom de me aquecer...
De me enrubescer.
Recordo um lugar onde costumávamos frequentar.
Já não quero rir... só chorar.

Outra taça posso buscar.
Mas não quero me embriagar.
Porque muito pouco sempre consegue me derrubar.
Melhor a garrafa guardar.

O vinho não pode me fazer esquecer.
Nada consegue tirar o meu sofrer.

sonia delsin 

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