O CALOR DE OUTRO
CORPO...
Meu coração era um cavalo no
peito quando acordei.
Um cavalo selvagem a correr, a
correr...
Me perguntei: em busca do quê?
Por que este bater acelerado
num coração tão magoado?
Minhas mãos em meu corpo
começaram a caminhar.
Eram outras que eu me punha a
imaginar.
Eram uns dedos marotos que
vinham meus cabelos acariciar.
Uma boca bonita que a minha
vinha beijar.
E palavras de amor em meu
ouvido alguém vinha falar.
Eu podia sonhar...
E asas à imaginação resolvi
dar.
A madrugada tão fria chegava a
me assustar.
As lembranças podiam me
bastar?
Se eu fizesse menção de me
levantar a magia por certo ia acabar.
Então resolvi lá ficar.
Na cama solitária continuei a
divagar.
Deixei minha alma viajar.
Mas meu corpo começou a
cobrar.
Queria o calor que outro corpo
podia me ofertar.
Comecei a chorar.
De solidão... Dessa vida fora
da realidade.
E até de saudade...
sonia delsin
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