SEMBLANTE
Ele me chega tão lindo.
Na manhã tão fresca ele me chega.
Chega na aragem.
Sim, no sopro do vento.
Se divago? Se me perco em
pensamento?
Sim. Não vou negar.
É que sinto saudade.
Da tua boca.
De teus olhos.
Do teu semblante.
No teu sorriso doce.
Ah, vento!
Fecho os olhos.
Finjo que o vento me trouxe.
O meu amado que dorme noutra
cidade.
Noutro lugar.
Mas logo vamos nos encontrar.
Então deslizarei meus dedos nas
tuas sobrancelhas.
Suavemente.
Como sempre gosto de fazer.
Das horas que passamos longe vou
esquecer.
Nos teus braços vou é morrer de
prazer.
A lembrança de teu semblante
enfeita minha manhã, meu dia.
Me traz uma intensa alegria.
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário